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Zeca Pagodinho vem a Florianópolis com a turnê do seu mais novo trabalho: Ser Humano

24/11/2015

Pela 1ª vez, o P12 – Parador Internacional recebe no domingo, dia 06 de dezembro, o aclamado, animado e irreverente cantor Zeca Pagodinho. Depois de cinco anos sem lançar um disco de músicas inéditas, em abril de 2015  Zeca lançou seu 23º álbum, Ser Humano, incluindo canções de Monarco, Amir Guineto, Nelson Rufino, entre outros compositores. Na turnê de divulgação do seu mais recente trabalho, ele apresenta também os antigos sucessos da sua carreira que completa 30 anos. A casa terá abertura às 16h e o show está previsto para ter início às 19h. Antes do show, o DJ Henrique Fernandes estará no comando do som.

 

ZECA PAGODINHO

 

Zeca Pagodinho, batizado de Jessé Gomes da Silva Filho, nasceu no Irajá em 4 de fevereiro de 1959 e foi criado em Del Castilho. Filho de Seu Jessé e Dona Irinéa, quarto de uma família de cinco crianças, desde cedo já trocava as aulas por uma boa roda-de-samba. Por isso, depois da quarta-série, não quis mais saber de escola. Nos anos 70, o partido-alto começa a se tornar uma febre nos subúrbios do Rio. E entre um samba e outro, Zeca se virava como podia. Feirante, camelô, office-boy, contínuo e anotador de jogo do bicho. Fez de tudo. Desta época, surgiram amizades valorosas como Sérvula, Dorina, Paulão Sete Cordas, Monarco, Mauro Diniz, Almir Guineto, Bira Presidente, Beto Sem Braço e Arlindo Cruz. Freqüentava também as rodas do Cacique de Ramos.

 

No inicio dos anos 80, Pagodinho começa a se estabelecer como um versador de respeito. Em parceria com o flautista e partideiro Cláudio Camunguelo, teve sua primeira música gravada: "Amargura". A faixa entrou no repertório do segundo disco do grupo Fundo de Quintal, fundado em 1977 e originário do Cacique de Ramos. A aproximação com o grupo acabou levando Zeca Pagodinho para perto de Beth Carvalho. Foi ela quem gravou seu primeiro sucesso: “Camarão que Dorme a Onda Leva", que ganhou até clipe no Fantástico. A madrinha ainda gravou "Jiló com Pimenta" (Arlindo Cruz e Zeca). Depois foi a vez de Alcione registrar "Mutirão do Amor" (Zeca, Sombrinha e Jorge Aragão) no LP "Almas e Corações", de 1983.

 

O pagode, então, já se preparava para estourar no Brasil. A RGE lançou a coletânea "Raça Brasileira" (1985). Entre as canções de Zeca estavam "Mal de Amor", "Garrafeiro", "A Vaca" e "Bagaço da Laranja". Foram 100 mil cópias vendidas. No ano seguinte, o sambista estreava em disco solo, "Zeca Pagodinho”. Emplacou os sucessos "Coração em Desalinho", "Quando Eu Contar (IáIá)", "Judia de Mim" e "Brincadeira tem Hora", atingindo a marca de um milhão de cópias vendidas.

 

Pela RGE ainda gravou "Patota do Cosme" (1987). Em seguida, se mudou para a RCA (atual Sony-BMG), ao lado de Beth Carvalho, Paulinho da Viola e Martinho da Vila. Na casa nova, ele gravou "Jeito Moleque" (1988), "Boêmio Feliz" (1989), "Mania da Gente" (1990), "Pixote" (1991), "Um dos Poetas do Samba" (1992) e "Alô, Mundo!" (1993). Em 1995, foi para a Universal, onde gravou "Samba Pras Moças" (1995) que tem em seu repertório sambas como, "Vou Botar teu Nome na Macumba" (parceria com Dudu Nobre) e "Guiomar" (de Nei Lopes). O próximo disco “Deixa Clarear" (1996) traria alguns dos maiores sucessos da sua carreira como "Verdade", “Conflito", "Não Sou Mais Disso" e "Jiló com Pimenta". Ainda vieram "Hoje É Dia de Festa" (1997), "Zeca Pagodinho" (1998), "Zeca Pagodinho Ao Vivo" (1999), "Água da Minha Sede" (2000) e "Deixa a Vida Me Levar" (2002) que estabelece o artista como um dos grandes nomes da música brasileira. A música título vira o tema da Copa e o disco ganha o prêmio de “Melhor Álbum de Samba” no Grammy de 2002. Em 2003 lançou o “Acústico MTV Zeca Pagodinho" (CD e DVD). O disco foi um sucesso instantâneo. Em 2005 lançou “À Vera” e em 2006 repetiu a parceria com a MTV que, de forma inédita, resolveu repetir o projeto acústico com um mesmo artista, com “Acústico MTV 2: Gafieira - Zeca Pagodinho”.

 

Em 2008, lançou “Uma Prova de Amor”, cd com 16 faixas, sendo treze inéditas e três regravações. Sob produção musical de Rildo Hora, o disco conta com participação especial de João Donato em "Sambou, Sambou", releitura de uma canção do próprio pianista, Jorge Ben Jor na emocionante “Ogum”, na qual ele recita a oração de São Jorge, e a Velha Guarda da Portela, parceira de longa data de Zeca, no pot-pourri que reúne os sambas "Falsa Jura", "Pecadora" e "Manhã Brasileira". Em 2010, lança seu 22º cd, 'Vida da Minha Vida", dedicado a sua madrinha Beth Carvalho. Produzido por Rildo Hora, o cd traz 15 faixas, incluindo inéditas, regravações de clássicos de Gilson de Souza, Nelson Sargento, Monarco, Dona Ivone Lara e Fagner, além de inéditas de Nelson Rufino, Zé Roberto e uma parceria de Zeca com Arlindo Cruz. Zeca re-editou o “O Quintal do Pagodinho”, gravado ao vivo em Xerém, no seu sítio.  No projeto, alguns de seus compositores favoritos gravaram seus próprios sucessos, como Sombrinha, Zé Roberto, Toninho Geraes, Almir Guineto, Serginho Meriti, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Monarco, Mauro Diniz e Juliana Diniz, entre outros.

 

Começam as celebrações de seus 30 anos de carreira. Lança “Zeca Pagodinho Multishow Ao Vivo: 30 anos, Vida que Segue”, onde interpreta sambas de sua história afetiva. Músicas  como  “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa), “Diz Que Fui Por Aí” (Zé Keti e Hortênsio Rocha), “O Sol Nascerá” (Cartola e Elton Medeiros), “Mascarada” (Zé Keti e Elton Medeiros), “Aquarela Brasileira” (Silas de Oliveira)  em belos arranjos e participações especiais de  Zé  Menezes, Paulinho da Viola, Marisa Monte, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Mauro Diniz, Rildo Hora, entre outros. Em 2014, é lançado o " Sambabook Zeca Pagodinho", projeto multimídia, onde artistas como Alcione, Arlindo Cruz, Diogo Nogueira, Gilberto Gil, Jorge Aragão, Lenine, Maria Rita, Amir Guineto, Beth  Carvalho, Djavan, Marcelo D2, Jorge Ben Jor, Mariene de Castro, Monarco e a Velha Guarda da Portela, entre outros interpretam músicas compostas pelo sambista. Além de CD e DVD, faz parte do Sambabook , um livro com a discografia do cantor, além de um caderno de partituras.

 

"SER HUMANO" – Por Moacyr Luz

Quando li o título do CD "Ser Humano", lembrei das intensas chuvas que desabavam sobre as terras de Xerém e, na cena, Zeca Pagodinho, descalço sobre a lama, prestando solidariedade aos necessitados. Sem camisa, Cosme & Damião tatuados no peito, Zeca é a generosidade, é a amizade. Mão estendida, Zeca é - dos grandes que conheci - um ser humano.

 

O disco começa com um maxixe na levada boa de banjo e sete cordas. AMOR PELA METADE abre o álbum com todos os instrumentos do salão. Rildo Hora, diretor e arranjador em cinco faixas, sugere nas cordas da introdução o filme que existe na "tela" desse trabalho. Autores, Dunga e Gabrielzinho do Irajá, diferentes gerações e a mesma dedicação ao samba. Na gaita do mestre Rildo, a elegância de sempre. O repertório promete!

 

Samba conduzido com violinos e a caixa do Mestre Trambique, SER HUMANO tem uma letra que emociona, assinada por Claudemir, Marquinho Índio e Mário Cleide. Zeca interpreta cada palavra com a força de uma oração. Versos com rimas autobiográficas, a música evolui, coro e solos; Pretinho da Serrinha, a guitarra de Zé Carlos, mais um sopro do despojamento do artista: - Um lugar pra todos.

 

Nelson Rufino é o autor de MANGAS E PANOS, poesia pura. Rufino entende a alma do Zeca, um baiano que conhece bem as ladeiras de Irajá. Bandolim, viola caipira e a caixinha de Ubirany, cerejas desse bolo. Como diz a letra, "Joga alegria nesse pranto que rolou...".

 

O disco surpreende na distorcida guitarra de Pepeu Gomes anunciando A MONALISA, título maravilhoso para a inspirada música composta pela dupla Zé Roberto e Adilson Bispo. Zeca contorna as notas altas com a divisão que o consagrou. A sacada de unir Monalisa à mulher amada é de dar inveja. Fernando Merlino, no piano elétrico, ao lado do mito Pepeu Gomes, acrescenta charme ao sorriso da madona.

 

Novidade no repertório, Marcelinho Moreira e Fred Camacho, juntos ao já veterano Dudu Nobre, assinam a bela ETC. E TAL. Samba de craques, quase um sincopado na voz de Zeca Pagodinho. Em tempo, Zeca com essa dicção carioca que arrebatou o Brasil e o mundo, envolve a música de tal intensidade que já escuto o refrão nas rodas da cidade. Mais um arranjo de belo e inesperado final.

 

Perdoe a intimidade, mas com que elegância meus amigos da Velha Guarda da Portela cuidam dos desamores em seus sambas. O arranjo é do craque e irmão Paulão 7 Cordas para essa obra-prima PERDÃO PALAVRA BENDITA, novo clássico de Monarco e Mauro Diniz. O timbre das pastoras, no corpo de um coro cheio de bambas, como Serginho Procópio e Guaracy, emociona. Parafraseando o verso, Monarco: Sete letras de vida.

 

SAMBA NA COZINHA, que beleza! A minha cara! Serginho Meriti, Serginho Madureira e Claudinho Guimarães, a boa malandragem escrita no partido sincopado. Com a intimidade dos temperos, Zeca batuca na costela, refoga o bom humor pra festa no quintal. Detalhe: dois cavacos, Henrique Cazes e Galeto, ditando o ritmo cadenciado.

 

Sempre inusitado, o Trio Calafrio [Barbeirinho do Jacarezinho, Marcos Diniz e Luiz Grande] traz o subúrbio para o disco. MANÉ RALA PEITO é o extrato da carioquice na forma de samba. Hilário, Pedro Bismarck, o eterno Nerso da Capitinga, é o fofoca desse enredo. O trombone de Fabiano Segalote é suingue de cascudo, um herdeiro de Roberto Marques. Sem contar o "rufar" do ícone Carlinhos Pandeiro de Ouro na introdução.

 

E segue o parador! SÓ NA MANHA, de Brasil, Gilson Bernini e Xande de Pilares, é tiro certeiro no apetite popular. Cheio de energia, o samba corre no trilho do repique de mão de Ubirany, o nosso "chapinha" soando na pele os dedos de quem inventou o instrumento. Zeca está solto, voz perfeita, dono da situação, imbatível nesse compasso.

 

A generosidade desse ser humano, Zeca Pagodinho, contém o compositor nato, melodia apurada, nascida à sombra da tamarineira. É dessa raiz, no fundo da história juntando outros frutos, pra sempre reunidos, que nasceu FOI EMBORA. Dele, Arlindo Cruz e Sombrinha, soa como linha de frente de um time invicto. Mauro Diniz e Paulão 7 Cordas dão o andar da caminhada. Um único samba pra que todos participem. Um ser humano.

 

O disco gira os últimos "sulcos" e uma saudade aperta. Rara parceria, NAS ASAS DA PAIXÃO é um samba dolente de Marcos Valle e o imortal Luiz Carlos da Vila. A faixa teve arranjo e regência do querido Roberto Marques, anos na banda do anfitrião. Introdução de gafieira, naipe de fluguel, trombone e flauta, graves de fazer chorar. Cercado de referências, o registro ainda tem um fraseado delicado do Marcos Valle na carrapeta dos teclados. É o ser humano Zeca mantendo a obra até na ausência.

 

Mãos dadas, o artista apresenta o jovem Juninho Thybau, num samba com sotaque de outra época. Os "erres" refletem o TEMPO DE MENINO de Kiki Marcellos e o próprio Thybau. Samba feito com a simplicidade desse passado em recordação. Batismo melhor, não existe.

 

A penúltima música tem grife: Almir Guineto e Adalto Magalha, dois gênios juntos a serviço do samba. Uma ode, A SANTA GARGANTA me faz imaginar a plateia embevecida com a emoção do cantor, versos de confidência, cordas da natureza, cordas afinadas na inspiração que o maestro Leonardo Bruno escreveu. Uma maravilha como tantas outras dessa dupla na mesma linha.

 

Aberta a cortina, lotado o salão, BOCA DE BANZÉ fecha esse trabalho de inéditos sambas, futuros sucessos nas rodas do Brasil. Efson e Paulinho Resende são os autores. Dois amigos, um já partiu, se despede Zeca na margem da partitura, Efson, tão alegre quanto o banzé desse fofoqueira de vila. O arranjo é de Nilton Rodrigues, um ás quando a conversa vira trompete e outros metais.

 

Impossível não sentir a presença desse ser humano Zeca Pagodinho na sala da tua casa quando aumentarem os alto-falantes. É um estado de espírito que contagia, sensação de vê-lo em cada botequim do subúrbio, num quiosque desses sem reforma, ao teu lado na igreja de São Jorge, no teu coração de sambista.

 

Melhor título, não seria. Ser Humano. Seja bem vindo.


SERVIÇO: DOUBLE SUNSET – SHOW COM ZECA PAGODINHO

ATRAÇÕES: Show com Zeca Pagodinho + DJ Henrique Fernandes
DATA: 06 de dezembro de 2015 – Domingo
HORÁRIO: Abertura da casa às 16h às 22h
LOCAL: P12 - José Cardoso de Oliveira, Jurerê Internacional.
INGRESSOS ANTECIPADOS: Pista: R$ 70,00 (valores sujeitos à alterações)
PONTOS DE VENDA DE INGRESSOS ANTECIPADOS: eccopass.com, na loja Eccopass (Praça de Alimentação Beiramar Shopping), no escritório Central do Grupo Novo Brasil, no P12, e Posto Brava (Balneário Camboriu)
MAIS INFORMAÇÕES: 48 3284.8156 ou pelo email camarotesp12@parador12.com.br

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